Ensinamento do Mês

Paraíso Terrestre - Junho 2018

Data: 01/06/2018
Por: Ensinamento do Mês - Junho 2018
Editoria: Ensinamento do Mês

?Paraíso Terrestre? é uma expressão que soa maravilhosamente. Não há nenhuma outra que inspire mais Luz e Esperança. A maioria das pessoas, no entanto, considera o Paraíso Terrestre uma utopia, algo sem qualquer possibilidade de realização. Quanto a mim, creio na sua chegada e sinto-a bem próxima.

[?] O Paraíso Terrestre pode ser compreendido como o Mundo dos Felizes. Será um mundo de alta civilização, isento de doença, pobreza e conflito. Cabe a nós, entretanto, encontrar a forma de minorar o sofrimento humano e transformar em paraíso este mundo repleto de males.

Inicialmente, precisamos descobrir como eliminar a doença, pois, entre as três grandes desgraças que citamos, ela é a principal. Em seguida, temos de vencer a pobreza, cuja causa primária é a doença; os pensamentos errados, as falhas políticas e a deficiente organização social são causas secundárias. Quanto à inclinação para o conflito é motivada pelo estado selvagem de que a humanidade ainda não conseguiu se libertar. Portanto, é essencial eliminar as três grandes desgraças.

Como adquiri confiança na solução desses problemas, vou esclarecer a realidade da forma mais simples possível.

Todos aqueles que ingressam em nossa Igreja e seguem seus ensinamentos, para sua própria surpresa, vão sendo purificados espiritual e fisicamente, libertam-se pouco a pouco da pobreza e tomam aversão aos conflitos. Há inúmeras experiências de fé provando que a maioria dos fiéis, com o correr dos anos, goza de crescente felicidade.

[?] A Verdadeira Salvação abrange o espírito e o corpo. Numa família, todos devem tornar-se saudáveis, libertar-se da pobreza e usufruir de alegria plena. Até hoje, porém, visava-se apenas à salvação do espírito, não havendo preocupação com o corpo físico; todos se resignavam, considerando que a Fé limita-se à salvação da alma.

Muitos religiosos afirmam que a Fé que busca obter graças imediatas é de nível inferior. Trata-se de uma concepção ilógica, pois não há quem não aspire a graças imediatas. Se alguém se queixa de dores físicas, é estranho retrucar que o homem deve superar a vida e a morte. Ora, ninguém é capaz de tal superação. Pensar que se conseguiu tal coisa é enganar a si próprio.

Um episódio relacionado à história do mestre Takuan é bem ilustrativo. Quando ele estava às portas da morte, cercado de pessoas, alguém lhe solicitou que escrevesse uma frase. Takuan, tomando da pena, escreveu: ?Não quero morrer.? Imaginando algum engano, pois julgavam que um mestre tão notável não escreveria tal coisa, entregaram-lhe novamente a pena e o papel. E o mestre escreveu: ?Não quero morrer de maneira alguma.?

Admiro essa atitude. Em igual circunstância, a tendência vaidosa seria escrever: ?Acaso temerei a morte?? O mestre, porém, abandonou todo falso orgulho e revelou francamente seus sentimentos. Isso merece consideração, porque um simples bonzo não conseguiria agir assim.

Muitas pessoas que pretendem salvar o próximo, fazem autopropaganda, apesar de ainda não viverem livres das desgraças. A intenção pode ser boa, mas os meios são incorretos. Só devemos pensar em conduzir aqueles que são vítimas de sofrimentos e misérias, quando já tivermos conseguido a nossa própria salvação e felicidade; então, poderemos trazê-los ao nível em que estamos. Nossos semelhantes sentir-se-ão atraídos ao presenciar nosso estado feliz. É quando a propaganda surte cem por cento de efeito. Eu mesmo não ousei difundir meus ensinamentos antes de me encontrar em boas condições. Só o fiz quando me senti abençoado pelas Graças Divinas.

Se considerarmos que o Paraíso Terrestre é o Mundo dos Felizes, concluiremos que, no lugar onde as pessoas se reúnem e se tornam felizes, está estabelecido o Paraíso Terrestre.

Por Meishu-Sama em 25 de janeiro de 1949 ? Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol. 5
trechos

fonte: https://revistaizunome.messianica.org.br/item?id=44