Ensinamento do Mês

Johrei e Felicidade

Data: 02/03/2019
Por: Meishu-Sama
Editoria: Ensinamento do Mês

Embora possa parecer que o Johrei da nossa religião tem por objetivo a cura das doenças, na verdade, não é só isso. Ele tem um significado muito maior, sobre o qual vou escrever. Em poucas palavras, poderíamos dizer que ele é um método de criar felicidade. Isso porque, simplesmente falando, a doença, na verdade, é purificação. Nem preciso dizer que a purificação é o processo de eliminação das nuvens do espírito. E não é só isso: trata-se de um processo que leva à erradicação de todos os sofrimentos do ser humano.

Costumo ensinar que a doença, a pobreza e o conflito são formas de purificações. No entanto, dentre os processos purificadores, a doença é a mais importante, porque ela tem relação com a nossa vida. E quando conseguirmos resolver o problema da doença, a pobreza e o conflito serão naturalmente solucionados. Posto que isso é fundamental para se alcançar a felicidade, está muito claro que a causa da infelicidade são as nuvens do espírito. O meio mais simples e infalível de solucionar os problemas é justamente o Johrei, método de eliminar as nuvens do espírito. Por esse motivo, conforme disse no início, o Johrei não visa somente à cura da doença. Vou tecer explicações mais detalhadas a respeito.

Em concordância com o que já escrevi em outras oportunidades, o corpo material do ser humano respira no Mundo Material, e o espírito vive no Mundo Espiritual. Sendo assim, a situação do Mundo Espiritual influi diretamente no espírito e se reflete no corpo físico, de modo que o destino do ser humano se origina no Mundo Espiritual.

De forma idêntica ao Mundo Material, o Mundo Espiritual está constituído de numerosas camadas: superiores, intermediárias e inferiores. A grosso modo, o Mundo Espiritual é formado por três planos. Cada plano possui sessenta camadas, que se subdividem em três, cada qual com vinte camadas. Ao todo, são cento e oitenta camadas, mais uma - acima de todas -, ocupada por Deus. Temos, pois, cento e oitenta e uma camadas. Qualquer divindade, por mais elevada que seja, acha-se numa das cento e oitenta camadas.

Acima, expliquei como essas camadas são dispostas verticalmente. Agora, falarei como elas se configuram horizontalmente: desde o Céu até o Inferno, a amplitude de cada uma delas é diferente.

Suponhamos que um espírito se encontre em uma das vinte camadas da parte mais baixa das sessenta inferiores. Como isso corresponde ao fundo do Inferno, é um mundo repleto de sofrimento inimaginável. Uma vez que esse estado se projeta no plano físico, a pessoa vive uma situação de profundo sofrimento. Já nas vinte camadas logo acima, o sofrimento é menor e, subindo mais vinte, torna-se ainda mais suave, mais tolerável. E assim por diante. Fica claro, então, que o padecimento varia de acordo com a posição do espírito nas várias camadas do Mundo Espiritual.

Ultrapassando-se essas sessenta camadas inferiores, atingem-se as camadas intermediárias, que correspondem ao Tyu' ukai do budismo e ao Yatimata do xintoísmo, ou ainda, à vida no Mundo Material. Acima das camadas intermediárias, está o Paraíso, e aqueles que aí chegam, alcançam a posição de entes celestiais e desfrutam de uma vida de alegria e felicidade.

Como se vê, a camada em que se encontra o espírito de uma pessoa se reproduz fielmente em seu destino. Por esse motivo, ela deve estar atenta para elevá-lo cada vez mais.

À medida que o espírito se eleva, proporcionalmente os sofrimentos diminuem, e a felicidade aumenta. Isto porque os sofrimentos decorrentes da purificação se tornarão desnecessários. Por esse motivo, enquanto o corpo espiritual estiver nas camadas inferiores, é inútil apelar para a inteligência e envidar esforços porque esta é a inexorável Lei Divina, assim como é a Lei Espírito Precede a Matéria.

Por conseguinte, para que o ser humano alcance a felicidade é imprescindível que ele purifique seu espírito a fim de torná-lo mais leve e busque constantemente atingir as camadas superiores. Fora este, não existe absolutamente outro método para alcançarmos a felicidade. E nisso reside o profundo significado do Johrei.

Por Meishu-Sama em 25 de março de 1952 - Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol.1 páginas 152 a 154 - revisado