Palestra do Mês

Culto do Paraíso Terrestre - Junho 2018

Data: 01/06/2018
Por: Palestra do Mês - junho 2018
Editoria: Palestra do Mês

Bom-dia! Feliz Dia do Paraíso!

Os senhores estão bem?

Agradeço a Deus e a Meishu-Sama pela permissão de poder servir à Obra Divina com os senhores e as senhoras e, juntos, celebrarmos este Culto do Paraíso Terrestre.

Quero parabenizar a todos que estão aqui, no Solo Sagrado, e aos messiânicos do Brasil que estão participando conosco deste culto via satélite e pela internet.

Gostaria também de apresentar os messiânicos que vieram do exterior. No total, são 6 pessoas, representando: Bolívia, Chile, Estados Unidos, Inglaterra e Peru.

Temos ainda, a presença de duas pessoas muito especiais para nós. A nossa querida D. Masako, esposa do Revmo. Tetsuo Watanabe, e seu filho Takamasa.

Masako, Takamasa, por favor, podem se levantar?

Muito obrigado por estarem aqui, conosco, celebrando este culto do Paraíso. É uma honra e uma grande felicidade recebê-los.
Sejam todos bem-vindos ao Solo Sagrado!

O dia 15 de junho encerra um profundo significado para nós, messiânicos, pois comemoramos o nascimento do Paraíso na Terra.

Neste dia tão auspicioso, sinto o quanto é importante abrirmos as portas do nosso coração e agradecer a Deus e a Meishu-Sama as maravilhosas bênçãos que nos são concedidas.
Eu estava relendo o livro Luz do Oriente e relembrando os acontecimentos que antecederam a ida de Meishu-Sama ao Monte Nokoguiri, onde, em 15 de junho de 1931, ele recebeu a revelação da Transição da Noite para o Dia.

Eu gostaria de rememorar essa passagem com os senhores. Tudo bem?

No dia 14 de junho, às 4 horas da tarde, Meishu-Sama pegou o trem em Tokyo, acompanhado de sua esposa e 28 discípulos.

Durante a viagem, ele fazia as pessoas rirem e ficarem alegres com suas palavras, de modo que eles chegaram à Estação Hota sem terem tido tempo para olhar a paisagem que se descortinava pela janela.

Na estação, dividiram-se, tomando táxis em direção ao sopé da montanha. Daí subiram a pé pela escadaria de pedra com a ajuda de uma lanterna de papel preparada de antemão.

Quando chegaram ao Templo Nihon-ji já eram mais ou menos dez e meia da noite. Ou seja, foram mais de 6 horas de viagem.

Já era tarde quando Meishu-Sama jantou com toda a comitiva. Em seguida, tiveram alguns momentos de conversa com o responsável do templo, indo dormir por volta de meia-noite.

Às três horas da manhã do dia 15, como não conseguia dormir tranquilamente, Meishu-Sama levantou-se e chamou toda comitiva.

Logo em seguida, de lanternas na mão, partiram pelo caminho escuro, rumo ao topo da montanha.

Eles levaram cerca de uma hora para subir a escadaria de pedra que o responsável pelo templo levara 4 anos para construir.

Vejam só como são as coisas.

Para construir a escada, foram necessários 4 anos. Mas depois que ela estava pronta, em uma hora já era possível chegar ao topo.

Realmente, construir, preparar, leva tempo, não é? Precisa de muito empenho e dedicação... Esse fato representa bem o que ocorre em nossas vidas...

Mas voltemos ao Monte Nokoguiri. Quando chegaram ao topo, o céu começava a clarear.

Felizmente, o tempo estava bom. Da névoa da manhã, pouco a pouco, surgia a grandiosa paisagem: o mar, as montanhas das redondezas, os 10 estados da Região Kanto. Era um cenário de beleza magnífica.

Em direção ao Sol que se levantava, rompendo o alvorecer, a comitiva, liderada por Meishu-Sama, entoou a oração “Amatsu-Norito”.

Todos foram tomados por uma sensação sublime e misteriosa e entoaram a oração emocionados e com profundo respeito.

Naquele instante, Meishu-Sama teve uma misteriosa sensação espiritual e sussurrou para si mesmo: “Algo misterioso ocorreu”.

Mais tarde, Meishu-Sama denominou-a “Revelação Divina da Transição da Noite para o Dia no Mundo Espiritual”.

Sabem por que eu fiz questão de relembrar esse episódio com os senhores? Porque eu acredito que podemos relacioná-lo com a nossa vida e com a participação no culto de hoje.

Ao receber a ordem divina, Meishu-Sama não titubeou. Ele tomou todas as providências necessárias, superou as dificuldades e obstáculos, e foi para o Monte Nokoguiri na data determinada.

Tenho certeza de que para cada um estar aqui hoje, tal qual os discípulos que acompanharam Meishu-Sama ao Monte Nokoguiri, os senhores também se esforçaram, superaram dificuldades e se prepararam.

Muitos saíram ontem, direto do trabalho, e passaram a noite toda viajando para chegarem aqui no Solo Sagrado.

Outros vieram de madrugada para dedicar na recepção de todos os senhores. Mesmo os que conseguiram dormir, tiveram que acordar bem cedo, não foi?

Mas, pergunto aos senhores: estão felizes por estarem aqui? E os senhores que estão nos assistindo de toda parte do Brasil, também estão felizes? Que bom! Eu também estou muito feliz!

Acredito que hoje, no momento em que entoamos as orações e celebramos o culto, alguma coisa muito importante começou a mudar em nossas vidas. Talvez, só nos daremos conta disso mais tarde. Mas a experiência nos mostra que este culto é sempre um marco de grandes mudanças.

No ensinamento que ouvimos há pouco, Meishu-Sama afirmou que “se considerarmos que o Paraíso Terrestre é o Mundo dos Felizes, concluiremos que, no lugar onde as pessoas se reúnem e se tornam felizes, está estabelecido o Paraíso Terrestre”.

É por isso que “cabe a nós [...] encontrar a forma de minorar o sofrimento humano e transformar em paraíso este mundo repleto de males”.

Nesse sentido, conforme Meishu-Sama afirma, “todos aqueles que ingressam em nossa Igreja e seguem seus ensinamentos [...] vão sendo purificados espiritual e fisicamente, libertam-se pouco a pouco da pobreza e tomam aversão aos conflitos”, conseguindo, assim, dedicar na construção do Paraíso Terrestre.

Lembram-se que no mês passado, eu contei a experiência do Sr. Alci? Essa experiência é uma prova do que Meishu-Sama afirmou.

Puxa! Quando me encontrei com ele, há cerca de um ano, em Boa Vista, ele estava numa cadeira de rodas! Hoje, vendo-o aqui, no Solo Sagrado, andando e nos contando sua experiência, não contive a emoção!

A experiência do Sr. Alci é uma evidência de que precisamos estar determinados a praticar os ensinamentos, a dedicar e receber Johrei na mesma intensidade das purificações.

Eu não tinha exata noção do que estava acontecendo com o Sr. Alci, mas sabia que era um caso grave.

E ao ouvir que ele estava vindo à Igreja somente uma ou duas vezes por semana e recebendo um ou dois Johrei a cada vez, fiquei preocupado e senti o desejo de ajuda-lo a entender que ele precisava receber Johrei com mais intensidade.

Ou seja, ele precisava entender que somente a Luz de Deus e Meishu-Sama, através do Johrei e da dedicação, mudariam o seu destino.

Por isso, fui tão insistente e fiquei, de propósito, perguntando se a purificação dele era gripe.

Sr. Alci, me perdoe, mas valeu a pena! Graças a Deus e Meishu-Sama o senhor está aqui, compartilhando essa maravilhosa experiência conosco!

Parabéns pela sua determinação! Continue firme nas dedicações! Muito obrigado!

Eu acredito que muitas pessoas que estão passando por momentos difíceis não buscam tanto a Igreja com receio de causar incômodo e acabam ficando em casa, sofrendo.

Mas, por favor, não pensem dessa maneira. A Igreja existe para atender a todos, principalmente, nesses momentos difíceis.

Portanto, desejo que todos venham à Igreja. Venham receber Johrei, venham dedicar. Não vamos economizar a Luz de Deus, a Luz do Johrei!

É através da Luz de Deus que voltaremos a sentir a alegria de viver e de servir na construção do Paraíso Terrestre. Meishu-Sama está aguardando por todos nós.

Falando em construção, antes de ontem, no dia 13, foi celebrada, aqui no Solo Sagrado, a cerimônia de inauguração do Jardim dos Manacás. Como ele ficou bonito!

Os senhores já foram visitá-lo? Sabem onde fica? Descendo a escadaria Arco-íris, seguindo o caminho à direita, ele fica na descida, entre os quiosques e a orla da represa...

O caminho sinuoso deste jardim, retrata as formas da natureza, como rios e montanhas.

Em seu centro, as direções se cruzam e nos permite contemplar uma parte do templo, a florada dos minimanacás e a represa de Guarapiranga.

A grande rocha que repousa no centro desse caminho simboliza o ponto onde todos os caminhos se cruzam.

O caminho do Jardim dos Manacás foi carinhosamente apelidado pelos dedicantes de “Caminho das Pedras”.

O interessante é que, no final das contas, este apelido é bem apropriado, porque, através da nossa dedicação, estamos aprendendo com Meishu-Sama o “caminho das pedras” para alcançarmos a verdadeira felicidade.

Este jardim é fruto da fé, da gratidão e da dedicação sincera de messiânicos de todo o Brasil.

Desde março do ano passado, mais de 6 mil pessoas dedicaram com as próprias mãos no plantio dos minimanacás e na preparação do caminho.

Cada pedra deste caminho foi trabalhada, uma a uma, pelos dedicantes que, com pequenos martelinhos, iam quebrando suas bordas com o máximo cuidado até elas tomarem a forma ideal para, então, assentá-las.

Conforme afirmei no culto de julho do ano passado, acredito que Deus concedeu um martelinho a cada um de Seus filhos, para que, juntos a Ele, todos pudéssemos participar da construção do Paraíso na Terra.

Os cultos, as orações, o Johrei, a leitura dos ensinamentos, o encaminhamento de pessoas, enfim, o nosso servir na Obra Divina representa o trabalho deste martelinho da construção.

Então, os senhores estão usando o martelinho que receberam de Deus? Vamos utilizá-los para dar continuidade à construção do Paraíso?

Os senhores ainda se lembram da história que contei há pouco sobre o monge que construiu a escada do Monte Nokoguiri? Ele levou quanto tempo mesmo para construí-la? Quatro anos, não foi?

Mas, depois de concluída, ela possibilitou a todos chegar com facilidade ao topo daquela montanha.

Então, junto a Deus e a Meishu-Sama, vamos construir o caminho da felicidade para que todas as pessoas possam chegar a ela?

Desejo a todos, uma excelente dedicação neste novo ciclo que hoje se inicia!

Que iluminados por Deus e Meishu-Sama, sigamos com muita alegria, paz e gratidão no coração.

Mais uma vez, feliz dia do Paraíso e muito obrigado!

fonte: https://revistaizunome.messianica.org.br/item?id=53