Ensinamento do Mês

Nós podemos mudar o nosso destino - junho 2019

Data: 01/06/2019
Por: Meishu-Sama
Editoria: Ensinamento do Mês

Gostaria de escrever sobre o destino, mas é preciso que se saiba que as pessoas, muitas vezes, pensam que predestino e destino significam a mesma coisa. A diferença, no entanto, é radical. O predestino é algo que já está determinado desde antes do nascimento, ao passo que o destino pode ser definido pelo ser humano.

Todos já devem ter vivido a situação de seus desejos e aspirações não se realizarem com facilidade. Isso se deve, como disse, aos limites do predestino de cada indíviduo, que já estão determinados e, evidentemente, não podem ser ultrapassados. Por conseguinte, seria essencial a pessoa conhecer claramente os limites de seu predestino. Todavia, isso é muito difícil; aliás, pode-se dizer que é quase impossível.

O desconhecimento desse limite leva o ser humano a traçar planos superiores à sua capacidade e ter esperanças descabidas, que o levam ao fracasso. Se, nessas ocasiões, ele se der conta disso, recuar e depois começar de novo, certamente o sofrimento será menor. Todavia, por não conhecer os limites do predestino, ele persiste a todo custo em seus planos, o que acaba aumentando seu fracasso. Evidentemente, isto decorre também pelo fato de se subestimar o rigor do mundo. Assim sendo, a maioria das pessoas falha nas tentativas de recuperação ou encontra empecilhos para recomeçar, só tomando consciência da realidade após amargas experiências. Felizes aqueles que conseguem despertar para isso, pois, lamentavelmente, há muitas pessoas que, mesmo chegando ao estado de extrema infelicidade, permanecem até a morte, sem despertar para essa realidade.

Referi-me ao destino das pessoas que não possuem uma fé. Nesse ponto, as que a possuem são diferentes.

A esse respeito, devo abordar pelo aspecto espiritual e dizer que todos os sofrimentos são ações purificadoras. Quando me refiro às ações purificadoras, poderão pensar que elas se limitam à doença: de forma alguma. Tudo que nos traz preocupações ou sofrimentos são ações purificadoras.

Por exemplo, ser vítima de fraude, de incêndio, de acidente, de roubo; passar por uma tragédia familiar, fracasso e prejuízo comercial; sofrer por conta de questões financeiras, conflito conjugal; contendas entre pais e filhos ou entre irmãos; desentendimento entre parentes e amigos etc., tudo faz parte da ação purificadora. Já que, normalmente, as nuvens espirituais são eliminadas por meio do sofrimento, enquanto elas existirem, não há como escapar dele.

Desta maneira, a condição absoluta para melhorar o destino é a redução das nuvens espirituais. No momento em que a alma se tornar purificada até certo grau, a purificação não será mais necessária. Dessa forma, a infelicidade se transforma em felicidade. Sendo esta a Verdade, a boa sorte não se espera de braços cruzados, conforme afirma o ditado, mas sim, purificando.

Como já disse, se a fé é o meio para purificar a alma sem sofrimento, é óbvio que não haja felicidade, de forma alguma, para os descrentes. Entretanto, uma vez que existem diferenças no âmbito da fé, se ela não tiver uma força extraordinária, a verdadeira felicidade não será alcançada. Daí a necessidade de se reconhecer a Igreja Messiânica como uma religião que corresponde a essa condição.

Por Meishu-Sama em 25 de outubro de 1952
Extraído do Livro Alicerce do Paraíso, vol.3 páginas 58 a 59

fonte: https://revistaizunome.messianica.org.br/item?id=664